domingo, 13 de maio de 2012
Brasil: Circo de pobres palhaços, guerra de tristes escravos.
Me entregaram a cartilha do ódio, com essas eu posso, vivendo no ócio. Na porta quem bate é o diabo querendo ser o novo sócio.
Na minha mão a discórdia, no meu "role" o roteiro são os guetos de Varsóvia, onde a guerra e as bombas se tornam história, enquanto quem sofre vê seus filhos indo embora. De mão dadas com a tristeza, no Brasil não tem bomba, mas a diferença mata com a mesma frieza.
Sem chances, esconde suas lágrimas, você já sabe o seu fim, abre a janela e aí?
Espero que não escolha o falso diamante se apoiando em falsos profetas, falsos salvadores e moderninhos. Quinhentos anos de tristeza e dor, mas ae sem rancor, só guardamos rancor por algo que ja passou, escravidão ainda ta aí, não é não "SENHOR"?
Por mais que não me entenda, se lembre que ainda tem muito molequinho que vai na escola por causa da merenda.
A menininha pobre cresceu e ficou "gostosa" pra "caralho", se esqueceu de alguns valores e hoje rebola pra playboy otário, aquele que tem "but" de "600 conto" e desfila no carro que pelo papai foi comprado.
Enquanto nós perdemos sangue pra ter uma condição não tão estável, aquele papo sobre TV e alienação ainda parece ser tão inevitável. Seja no morro, nas ruas do gueto e até mesmo no centro, desde 94 ainda é a mesma coisa o que eu vejo.
E a cidade que movimenta milhões, não distribui nenhuma parcela dos seus cifrões, enquanto ricos "trampam" com transações, meu povo desce nos caixões. E ontem morreu mais um "mano", culpa de toda essa sujeira por debaixo do pano, por ter achado que estava mais em conta meter o cano. Salário baixo pra se manter por mais um mês, muitas dividas pra mais um ano.
Ainda aturo alguns babacas, que da minha gente fala merda pra "caralho", parecem um conjunto de maritacas, mas vai ser só mais "um" quando alguém se revoltar e sentar o aço. E nesse espetáculo eu sou mais um palhaço, aquele que sempre se pergunta: "e agora o que eu faço?". E como em um circo nos escondemos debaixo da lona, carregados de tristeza por culpa dessa "zona", zona de guerra tipo afeganistão, e atrás das muralhas está o meu e o seu patrão, os únicos que ainda se escondem como podem, e é a gente que se fode quando as bombas explodem.
sábado, 5 de maio de 2012
E eu aqui
Devo me limitar a sensações, momentos e emoções por saber que outras pessoas são limitadas mesmo fora de suas vontades? E o que sentir ao saber que o tempo que gasto com coisas desnecessárias marcam a vida de outro com tristeza e sofrimento? Devo mesmo continuar agindo da mesma maneira? O que seguir? O que fazer? Dúvidas que penetram minha mente e meu espirito ao ver que não estou no fundo do poço, mas que me coloco la ao fazer coisas que poderiam render de outra forma na sobrevivencia de um ser, sobrevivencia na qual quase não percebo. Talvez porque não quero, não consigo, ou até porque a isso eu me limito.
Espero um dia chegar a um ponto menos massacrante, em que eu não apenas não me sinta culpado ou com parte da culpa, mas sim um ponto onde eu realmente não faça parte da culpa, em que eu possa olhar e não me sentir ignorante e desprezivel, por ter tudo na mão, e nada na mão a oferecer.
Devo mesmo seguir assim?
Enquanto eu me deparar com esse sentimento, não vou me sentir satisfeito sabendo que quero ser igual, mas sou tão diferente, indiferente, agindo como um estúpido por ter momentos de prazer e luxo, enquanto o que eu vejo tem menos que o minimo e agradece por ter tudo.
Eu devo aprender mais sobre o que aprendo, não só o correr atrás, mas também o que corre atrás de mim. Pensamentos como esse me mostram como sou tão pequeno diante de um mundo triste.
Espero um dia chegar a um ponto menos massacrante, em que eu não apenas não me sinta culpado ou com parte da culpa, mas sim um ponto onde eu realmente não faça parte da culpa, em que eu possa olhar e não me sentir ignorante e desprezivel, por ter tudo na mão, e nada na mão a oferecer.
Devo mesmo seguir assim?
Enquanto eu me deparar com esse sentimento, não vou me sentir satisfeito sabendo que quero ser igual, mas sou tão diferente, indiferente, agindo como um estúpido por ter momentos de prazer e luxo, enquanto o que eu vejo tem menos que o minimo e agradece por ter tudo.
Eu devo aprender mais sobre o que aprendo, não só o correr atrás, mas também o que corre atrás de mim. Pensamentos como esse me mostram como sou tão pequeno diante de um mundo triste.
Assinar:
Comentários (Atom)