domingo, 26 de maio de 2013

trecho incompleto sobre imaginação e realidade

somente um criança do interior
com pensamentos de agonia e dor,
coisas além da tela de computador.
Tudo desabando na imensidão,
enfrentando o caos e a podridão.
O que dizemos nem sempre correspondem aos fatos,
não é mentira, nem distorção da verdade,
é apenas deixar incapaz de se ver o que é real.
Minha mente incapaz pinta quadros surreais
levando a tona cenas e ações que alguém foi capaz de ver ou imaginar,
indescritível para o campo da percepção,
pois o que é visto pela imaginação não se diferencia da realidade,
não se trata de uma opção...

O que temos feito?

O portão enferrujado, a bicicleta sem freio, o refrigerante barato, onde foram parar as promessas de todo ano novo que começa? onde foi parar o que nos sustenta?
Perdido por meio de esgotos e sarjetas, o que eu tenho feito? o que nós temos feito?
Parecendo não aguentar, me sentindo insatisfeito, não encontro motivos para fingir ser outra pessoa. As coisas parecem nunca se encaixar, os mesmos problemas, toda essa sujeira me incomoda, não me sinto acomodado sentado esperando minha vez em baixo do ar condicionado que tenta me entreter com jogos falsos e humilhação, não deveria voar tão alto com tanto chumbo no ar, com tantas mentiras dissolvidas no suor.
Eu sinto que estou tão oprimido, mesmo tentando viver como sou, mas nesse buraco, a sujeira é jogada em nossos ombros.
Eu não fiz merda nenhuma, por que está me revistando? por que esta escrevendo nesse maldito boletim de ocorrências? você não deveria estar aqui seu verme imundo, eu não acredito em você, você não precisa acreditar em mim!
Não vou mais corrigir meus erros de gramatica, isso não é tão importante enquanto estamos sendo jogados em meio ao lixo sem ver ninguém fazer nada, não espere os demônios te arrastarem para baixo, ouça, fale GRITE! Mesmo que ninguém vá te ouvir, você precisa libertar tua mente, precisa de algo mais que simples etiquetas de preço!
Vamos antes que a luz do sol seja vista como uma ameaça.

Pergunta retórica

E a loucura, mesmo que contida sempre foi o trunfo de quem não tem muito a oferecer, pois ela satisfaz todo o desejo de insanidade, afasta o tédio, atrai a verdade e os verdadeiros. E não há infelicidade maior do que ser uma mente sã ao lado de pessoas falsas. Ao reconhecer os verdadeiros em estado insano, em qualquer estado de consciência se sentirá bem acompanhado, pois percebe que sua presença é relevante e importante para as pessoas com as quais você se sente bem e tem afinidade.
O que é ser um louco afinal? Pergunta retórica.

quarta-feira, 13 de março de 2013

fugir?


você ja viveu o suficiente de alguma loucura
enquanto estou tentando ser louco
você ja teve muito de sua loucura
agora está tentando ser normal
enquanto estou tentando ser normal
enquanto estou tentando ser louco
não é justo me deixar tentando isso sozinho
é engraçado como as pessoas erradas sempre livram minha pele
sem planos e sem idéia do que seguir
eu juro que pensei em fugir
eu juro que pensei em fugir
eu juro que tentei fugir.

saudade


Sabe, preferi abandonar meu sono, apenas pra pensar um pouco mais sobre tudo isso.
Pensei até em subir no ponto mais alto, e subi. E lá pensei que iria me distrair,
e deixar isso tudo um pouco de lado, mas foi aí que pensei mais em ti.
Eu sempre quis ter alguma distração, sempre senti falta de me dedicar a algo ou alguém,
e agora parece que consegui.
Acho que vou passar mal, talvez esteja até adoecendo. Ficar longe esse tempo todo está acabando comigo.
Nunca senti saudade de outros olhos antes, nunca fiquei com o cheiro de alguém por tanto tempo na memória.
Não sei o que devo fazer, mas não vou mais tentar manter isso, pois o sentimento sempre escapa do controle.

domingo, 1 de julho de 2012

Sem titulo


E quando decide sair na busca de inspiração, encontra mais um muro, mais alto que os que havia enfrentado até então. Paciência agora vai ser seu impulso, sem essa de lamentar que vai ter que voltar ao zero, sem mistério, se não deve explicação pra ninguém não há porque acreditar em falsos critérios, cria seu jogo, ou melhor, se livra de qualquer que seja, você não é só personagem, mas sim quem escreve também.
Ensinamentos limitados que não cabem mais na nossa sociedade. A sociedade evoluiu, o ser humano evoluiu. Nossas crenças tem que evoluir também.
Não vou ficar pagando simpatia, gente pra falar porcaria tem aos montes, cheio de babacas disciplinados e que mal enxergam que estão sentados no próprio rabo. Estou me cansando de criar uma nota explicativa pra cada novo pensamento, incrível é que tem gente que se incomoda com o que eu to vivendo, só lamento, se quer meu bem, demorou, se não quer não se expressa, pois meu ódio age com pressa.
Aos poucos vou me enquadrando ao tipo de sujeito que chamam de louco, quebrando paradigmas no meu próprio ambiente, sem essa de comer a maçã por influência da serpente, o tempo passa e logo menos quebrei mais uma corrente.
Eu quero dizer pra esses putos que enquanto usarem o que digo e o que faço como exemplo, e até mesmo tentar "lucrar" algo com isso, a única coisa que irei ver é meu reflexo a onde querem erguer algum tipo de vitória, estampando minha face em sua bandeira. Quem tem que estar no trono do seu império é você, e não eu, “vacilão”!

domingo, 13 de maio de 2012

Brasil: Circo de pobres palhaços, guerra de tristes escravos.



Me entregaram a cartilha do ódio, com essas eu posso, vivendo no ócio. Na porta quem bate é o diabo querendo ser o novo sócio.
Na minha mão a discórdia, no meu "role" o roteiro são os guetos de Varsóvia, onde a guerra e as bombas se tornam história, enquanto quem sofre vê seus filhos indo embora. De mão dadas com a tristeza, no Brasil não tem bomba, mas a diferença mata com a mesma frieza. 
Sem chances, esconde suas lágrimas, você já sabe o seu fim, abre a janela e aí?
Espero que não escolha o falso diamante se apoiando em falsos profetas, falsos salvadores e moderninhos. Quinhentos anos de tristeza e dor, mas ae sem rancor, só guardamos rancor por algo que ja passou, escravidão ainda ta aí, não é não "SENHOR"?
Por mais que não me entenda, se lembre que ainda tem muito molequinho que vai na escola por causa da merenda.
A menininha pobre cresceu e ficou "gostosa" pra "caralho", se esqueceu de alguns valores e hoje rebola pra playboy otário, aquele que tem "but" de "600 conto" e desfila no carro que pelo papai foi comprado. 
Enquanto nós perdemos sangue pra ter uma condição não tão estável, aquele papo sobre TV e alienação ainda parece ser tão inevitável. Seja no morro, nas ruas do gueto e até mesmo no centro, desde 94 ainda é a mesma coisa o que eu vejo.
E a cidade que movimenta milhões, não distribui nenhuma parcela dos seus cifrões, enquanto ricos "trampam" com transações, meu povo desce nos caixões. E ontem morreu mais um "mano", culpa de toda essa sujeira por debaixo do pano, por ter achado que estava mais em conta meter o cano. Salário baixo pra se manter por mais um mês, muitas dividas pra mais um ano.
Ainda aturo alguns babacas, que da minha gente fala merda pra "caralho", parecem um conjunto de maritacas, mas vai ser só mais "um" quando alguém se revoltar e sentar o aço. E nesse espetáculo eu sou mais um palhaço, aquele que sempre se pergunta: "e agora o que eu faço?". E como em um circo nos escondemos debaixo da lona, carregados de tristeza por culpa dessa "zona", zona de guerra tipo afeganistão, e atrás das muralhas está o meu e o seu patrão, os únicos que ainda se escondem como podem, e é a gente que se fode quando as bombas explodem.