quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

por que tentar?

Continuo esperando para conhecer tudo o que você gosta, mas parece que não, você não quer me mostrar, e eu estou fugindo disso... fugindo disso. E eu achando que era forte e que dessa vez ia conseguir encontrar aquela velha trilha da que sempre ouvi falar, aquela trilha em que me disseram que não adiantava procurar, que ela iria aparecer só... mas agora me encontro aqui, tentando encontrar os pedaços da minha armadura.
E eu só queria que você não se preocupasse, não se prendesse tanto ao que já foi, quero dizer que, você pode tentar comigo se quiser, assim levantaremos pedra por pedra do castelo que derrubamos.
Ah se você soubesse o quanto estou disposto a me adaptar a esse novo ambiente, ah se soubesse o quanto estive perto só para poder te ver, e antes mesmo de saber quem era você eu já planejava te conhecer, só para te ver. Só para te ver.
Acho que me enganei mais uma vez, e ao atirar aquela pedra na água eu já poderia imaginar que isso não tem a ver com sorte, nunca teve, e ao ver a pedra afundar mais uma vez, eu ja devia imaginar que isso não tem a ver com tentar ou não, ter sorte ou não, pois quem manda às vezes é o mesmo que obedece.
"Eu sou um perdedor", talvez seja verdade, mas se eu perdi de verdade eu nunca saberei, se eu já amei de verdade, eu nunca saberei.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Afinal

Onde estão as escadas?
Onde estão as velhas escadas que desci há dias atrás?
Acho que tenho que desinventar tudo que ainda não criei, preciso de alguma forma retirar a máscara do que eu ainda não sei, preciso reinventar tudo o que me fez, pois me sinto grande, grande demais aqui nesse meu trono, que já não sou mais capaz de lembrar do sereno da manhã, da água em meu capuz, o que antes era escuridão e talvez o medo da luz, agora é o que mais me seduz.
Se eu soubesse que podia sair sem trancar a porta, eu teria saído mais vezes, teria sentido o asfalto raspando em minha pele e toda essa sujeira em minha roupa novamente. E o que realmente importa quando a ultima moeda já não vale a pena ser guardada no cofre?
Tantas coisas guardadas, tantas coisas que insistimos em guardar, quando na verdade foram feitas para serem livres, libertas, a solta por aí, para podermos sentar mais uma vez em volta da fogueira e vê las brilhar, junto ao som jogado ao vento, a luz do momento, e ao que já não tem mais caminho certo a seguir, apenas passa... passa por ali.
E o que temos que fazer tem que ser sempre certo? E o destino é mesmo incerto?
Já não há limitações, mas ainda há muita coisa presa em nossos corações, mas se ainda faz sentido, então deixa, deixa como está, pois se é assim, até o mesmo vai mudar, mas só quero te ver por aqui, e se o destino é incerto, eu quero que você tenha um destino e que me encontre para contar.
E eu queria meus sonhos poder gravar, pra um dia poder mostrar esse anjo com quem sonhei, as escadas das quais eu falei, as invenções que criei, e todas as vezes que me desinventei só para ter histórias para te contar

domingo, 8 de janeiro de 2012

Redefinir a realidade

Tudo se quebra, mas todos querem ser um salvador, ninguém quer passar despercebido, todos querem abrir a boca e vomitar o que tem pra ensinar, mesmo que não haja alguém que queira aprender. E todos que se dizem diferentes acabam estampando a imagem do outro na própria face, refletindo palavras que denotam um certo ar superficial.
Preocupado em forjar tudo para se ter uma moldura melhor, esquecem que nem sempre a tinta é o que revela a obra, esquecem que o sentimento é o que guarda o momento.
Tantas regras a seguir, doutrinas para compreender, a ponto de estarmos em um estado doente e vazio, que cada é tão cada um, que enterre o outro.
O que é salvar-se afinal? Posso entrar no céu se eu matei meu próprio eu?
O visual deveria não importar, e o sentimento que nem sempre é visível se enfraquece e entristece ao ver que é o amor é menos importante, amor que nem todos sentem, por não deixar que se aproxime e que seja real. Pregando a destruição e o fim do poder, apenas pra se dizer independente e se agrupar com mais cabeças, cabeças que nem sentem o mesmo amor que o seu. Gostaria de poder ver o sentir-se livre no olhar de cada um, sem me preocupar com o que virá depois.
Preocupações demais tornam tudo tão chato, compromissos demais parecem deixar tudo tão cheio, estou cansado de ter que seguir uma linha traçada no chão, não quero nada linear. Quem me dera poder voar de ponta a ponta, deitar na sombra e ouvir o som, poder levantar e seguir sem preencher questionários, sem ter que ser avaliado, sem doutrinas e sem regras.
Tombar os próprios muros erguidos é mais difícil que tombar o muro dos outros. Podemos conhecer o limite de tudo, menos o próprio limite, mas ainda assim nos achamos fracos e vazios, com medo daquilo que ainda não vivemos, ou com medo de não viver o que queremos.
A vida não tem que ser estabelecida como regras no papel, e o que é vazio pode vir a ser preenchido, mas nada é tão simples, pois até o vazio é abstrato.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Leis informais

O sentir só me incomoda muito, me deixa chato e vazio, mas dentro do peito carrego milhões de coisas e sentimentos, mas nunca encontro onde depositar.
Se eu me importo em não saber metade da minha história? Claro que me importo, assim como me importo quando quem eu amo sai e não me da "tchau". Pode parecer bobagem mas não é, assim como o amar sem conhecer, sentir sem saber o que é.
E quando fico quietinho no canto, escondidinho, não é porque eu esteja tentando ignorar ninguém, é porque as vezes eu quero um tempo pra mim também.
Sempre e a todo momento quero dizer o que eu sinto, talvez não seja bem um vazio, talvez curiosidade de saber o que se passou faltando alguém, mesmo nessa idade, e tenho que admitir que isso é bom sim, pois me mostrou os mais fortes, os que realmente compram a minha briga, sem essa de "não vai dar". Não tem como comparar, só quero ter todos perto pra amar, e se nem conheci alguns, desses mesmos não existem erros para perdoar.
Talvez pai antes da hora, talvez criança já passando da hora, talvez heróis que se descobrem, verdadeiros que não fogem, enfrentam a briga na arena de concreto e cal, asfalto e sol, suor e sal.
Talvez eu não saiba o quanto eu realmente tenho, nem quanto eu realmente sinto, mas é isso tudo que me faz sentir vivo, mesmo sem compromisso, eu amo, é isso.