Onde estão as velhas escadas que desci há dias atrás?
Acho que tenho que desinventar tudo que ainda não criei, preciso de alguma forma retirar a máscara do que eu ainda não sei, preciso reinventar tudo o que me fez, pois me sinto grande, grande demais aqui nesse meu trono, que já não sou mais capaz de lembrar do sereno da manhã, da água em meu capuz, o que antes era escuridão e talvez o medo da luz, agora é o que mais me seduz.
Se eu soubesse que podia sair sem trancar a porta, eu teria saído mais vezes, teria sentido o asfalto raspando em minha pele e toda essa sujeira em minha roupa novamente. E o que realmente importa quando a ultima moeda já não vale a pena ser guardada no cofre?
Tantas coisas guardadas, tantas coisas que insistimos em guardar, quando na verdade foram feitas para serem livres, libertas, a solta por aí, para podermos sentar mais uma vez em volta da fogueira e vê las brilhar, junto ao som jogado ao vento, a luz do momento, e ao que já não tem mais caminho certo a seguir, apenas passa... passa por ali.
E o que temos que fazer tem que ser sempre certo? E o destino é mesmo incerto?
Já não há limitações, mas ainda há muita coisa presa em nossos corações, mas se ainda faz sentido, então deixa, deixa como está, pois se é assim, até o mesmo vai mudar, mas só quero te ver por aqui, e se o destino é incerto, eu quero que você tenha um destino e que me encontre para contar.
E eu queria meus sonhos poder gravar, pra um dia poder mostrar esse anjo com quem sonhei, as escadas das quais eu falei, as invenções que criei, e todas as vezes que me desinventei só para ter histórias para te contar
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