domingo, 1 de julho de 2012

Sem titulo


E quando decide sair na busca de inspiração, encontra mais um muro, mais alto que os que havia enfrentado até então. Paciência agora vai ser seu impulso, sem essa de lamentar que vai ter que voltar ao zero, sem mistério, se não deve explicação pra ninguém não há porque acreditar em falsos critérios, cria seu jogo, ou melhor, se livra de qualquer que seja, você não é só personagem, mas sim quem escreve também.
Ensinamentos limitados que não cabem mais na nossa sociedade. A sociedade evoluiu, o ser humano evoluiu. Nossas crenças tem que evoluir também.
Não vou ficar pagando simpatia, gente pra falar porcaria tem aos montes, cheio de babacas disciplinados e que mal enxergam que estão sentados no próprio rabo. Estou me cansando de criar uma nota explicativa pra cada novo pensamento, incrível é que tem gente que se incomoda com o que eu to vivendo, só lamento, se quer meu bem, demorou, se não quer não se expressa, pois meu ódio age com pressa.
Aos poucos vou me enquadrando ao tipo de sujeito que chamam de louco, quebrando paradigmas no meu próprio ambiente, sem essa de comer a maçã por influência da serpente, o tempo passa e logo menos quebrei mais uma corrente.
Eu quero dizer pra esses putos que enquanto usarem o que digo e o que faço como exemplo, e até mesmo tentar "lucrar" algo com isso, a única coisa que irei ver é meu reflexo a onde querem erguer algum tipo de vitória, estampando minha face em sua bandeira. Quem tem que estar no trono do seu império é você, e não eu, “vacilão”!

domingo, 13 de maio de 2012

Brasil: Circo de pobres palhaços, guerra de tristes escravos.



Me entregaram a cartilha do ódio, com essas eu posso, vivendo no ócio. Na porta quem bate é o diabo querendo ser o novo sócio.
Na minha mão a discórdia, no meu "role" o roteiro são os guetos de Varsóvia, onde a guerra e as bombas se tornam história, enquanto quem sofre vê seus filhos indo embora. De mão dadas com a tristeza, no Brasil não tem bomba, mas a diferença mata com a mesma frieza. 
Sem chances, esconde suas lágrimas, você já sabe o seu fim, abre a janela e aí?
Espero que não escolha o falso diamante se apoiando em falsos profetas, falsos salvadores e moderninhos. Quinhentos anos de tristeza e dor, mas ae sem rancor, só guardamos rancor por algo que ja passou, escravidão ainda ta aí, não é não "SENHOR"?
Por mais que não me entenda, se lembre que ainda tem muito molequinho que vai na escola por causa da merenda.
A menininha pobre cresceu e ficou "gostosa" pra "caralho", se esqueceu de alguns valores e hoje rebola pra playboy otário, aquele que tem "but" de "600 conto" e desfila no carro que pelo papai foi comprado. 
Enquanto nós perdemos sangue pra ter uma condição não tão estável, aquele papo sobre TV e alienação ainda parece ser tão inevitável. Seja no morro, nas ruas do gueto e até mesmo no centro, desde 94 ainda é a mesma coisa o que eu vejo.
E a cidade que movimenta milhões, não distribui nenhuma parcela dos seus cifrões, enquanto ricos "trampam" com transações, meu povo desce nos caixões. E ontem morreu mais um "mano", culpa de toda essa sujeira por debaixo do pano, por ter achado que estava mais em conta meter o cano. Salário baixo pra se manter por mais um mês, muitas dividas pra mais um ano.
Ainda aturo alguns babacas, que da minha gente fala merda pra "caralho", parecem um conjunto de maritacas, mas vai ser só mais "um" quando alguém se revoltar e sentar o aço. E nesse espetáculo eu sou mais um palhaço, aquele que sempre se pergunta: "e agora o que eu faço?". E como em um circo nos escondemos debaixo da lona, carregados de tristeza por culpa dessa "zona", zona de guerra tipo afeganistão, e atrás das muralhas está o meu e o seu patrão, os únicos que ainda se escondem como podem, e é a gente que se fode quando as bombas explodem.

sábado, 5 de maio de 2012

E eu aqui

Devo me limitar a sensações, momentos e emoções por saber que outras pessoas são limitadas mesmo fora de suas vontades? E o que sentir ao saber que o tempo que gasto com coisas desnecessárias marcam a vida de outro com tristeza e sofrimento? Devo mesmo continuar agindo da mesma maneira? O que seguir? O que fazer? Dúvidas que penetram minha mente e meu espirito ao ver que não estou no fundo do poço, mas que me coloco la ao fazer coisas que poderiam render de outra forma na sobrevivencia de um ser, sobrevivencia na qual quase não percebo. Talvez porque não quero, não consigo, ou até porque a isso eu me limito.
Espero um dia chegar a um ponto menos massacrante, em que eu não apenas não me sinta culpado ou com parte da culpa, mas sim um ponto onde eu realmente não faça parte da culpa, em que eu possa olhar e não me sentir ignorante e desprezivel, por ter tudo na mão, e nada na mão a oferecer.
Devo mesmo seguir assim?
Enquanto eu me deparar com esse sentimento, não vou me sentir satisfeito sabendo que quero ser igual, mas sou tão diferente, indiferente, agindo como um estúpido por ter momentos de prazer e luxo, enquanto o que eu vejo tem menos que o minimo e agradece por ter tudo.
Eu devo aprender mais sobre o que aprendo, não só o correr atrás, mas também o que corre atrás de mim. Pensamentos como esse me mostram como sou tão pequeno diante de um mundo triste.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Não aprendi como funciona

Cansei de criar e matar meus próprios deuses e demônios, isso acaba me matando também. Não há o que me salva e o que me condena, apenas há o que me acrescenta.
Julgar como bom ou mal não me livra de diferenças e indiferenças, apenas me ensinam, ou talvez apenas aconteçam. Seguir reclamando de tudo não vai mudar o meu futuro se eu seguir com o mesmo presente, e talvez eu esteja até me acostumando com a idéia de que não expor meu sofrimento ou transformá-lo em ódio seja natural, a natureza que aprendi com o tempo e que hoje faz parte dos meus ser.
O tempo que sempre esperei chegou, e o que mudou até aqui? Mantenho os mesmos pensamentos, as mesmas camisetas velhas e os mesmos velhos amigos dobrados em um papel em meu bolso. Será que irão suportar por muito tempo aqui comigo?
Muitos já se foram, esquecendo das fotos que eternizaram o que a gente sentia naquele tempo e muitos ainda nem chegaram para perceber que somos tão confidentes a ponto de nem sabermos que o outro existe.
Vendo toda essa corrida para ser alguém na vida, me pergunto, o que aprendi na escola realmente?
Estou voltando pra escola, vendo as mesmas pessoas de novo, e me escondendo dos velhos medos que nem existiam. Transformando tudo aquilo que não consigo solucionar em raiva, demonstrando ódio como escudo, o casco da tartaruga no corpo da lebre.
Alguém ainda me entende? Afinal, alguém já me entendeu alguma vez?
Aquele vazio que você sente as vezes eu também sinto, ainda não encontrei uma válvula de escape para isso, então coloco esse vazio em caixas e coloco a etiqueta : "coisas que eu ainda não aprendi como funcionam".
Acho que eu deveria estar dentro dessas caixas, de volta ao mundo onde homens de plástico dirigiam seus carros e enfrentavam a guerra como diversão, retornando ao lar para suas lindas mulheres que sempre compreendiam a existência de mais uma ferida em seu peito e sangue em seus olhos.
A validade disso tudo chegou, o plástico hoje revela em sua face tudo o que você não conquistou com as histórias de faz de conta, e hoje escreve mais um trecho de mais um amigo que irá para o papel dobrado em seu bolso, o mesmo confidente que você ainda não conhece, esquecendo se dos momentos que foram eternizados em fotografias, gravando em letras tudo aquilo que você ainda não preencheu. Fechando mais uma caixa para o monte de "coisas que eu ainda não aprendi como funcionam".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

por que tentar?

Continuo esperando para conhecer tudo o que você gosta, mas parece que não, você não quer me mostrar, e eu estou fugindo disso... fugindo disso. E eu achando que era forte e que dessa vez ia conseguir encontrar aquela velha trilha da que sempre ouvi falar, aquela trilha em que me disseram que não adiantava procurar, que ela iria aparecer só... mas agora me encontro aqui, tentando encontrar os pedaços da minha armadura.
E eu só queria que você não se preocupasse, não se prendesse tanto ao que já foi, quero dizer que, você pode tentar comigo se quiser, assim levantaremos pedra por pedra do castelo que derrubamos.
Ah se você soubesse o quanto estou disposto a me adaptar a esse novo ambiente, ah se soubesse o quanto estive perto só para poder te ver, e antes mesmo de saber quem era você eu já planejava te conhecer, só para te ver. Só para te ver.
Acho que me enganei mais uma vez, e ao atirar aquela pedra na água eu já poderia imaginar que isso não tem a ver com sorte, nunca teve, e ao ver a pedra afundar mais uma vez, eu ja devia imaginar que isso não tem a ver com tentar ou não, ter sorte ou não, pois quem manda às vezes é o mesmo que obedece.
"Eu sou um perdedor", talvez seja verdade, mas se eu perdi de verdade eu nunca saberei, se eu já amei de verdade, eu nunca saberei.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Afinal

Onde estão as escadas?
Onde estão as velhas escadas que desci há dias atrás?
Acho que tenho que desinventar tudo que ainda não criei, preciso de alguma forma retirar a máscara do que eu ainda não sei, preciso reinventar tudo o que me fez, pois me sinto grande, grande demais aqui nesse meu trono, que já não sou mais capaz de lembrar do sereno da manhã, da água em meu capuz, o que antes era escuridão e talvez o medo da luz, agora é o que mais me seduz.
Se eu soubesse que podia sair sem trancar a porta, eu teria saído mais vezes, teria sentido o asfalto raspando em minha pele e toda essa sujeira em minha roupa novamente. E o que realmente importa quando a ultima moeda já não vale a pena ser guardada no cofre?
Tantas coisas guardadas, tantas coisas que insistimos em guardar, quando na verdade foram feitas para serem livres, libertas, a solta por aí, para podermos sentar mais uma vez em volta da fogueira e vê las brilhar, junto ao som jogado ao vento, a luz do momento, e ao que já não tem mais caminho certo a seguir, apenas passa... passa por ali.
E o que temos que fazer tem que ser sempre certo? E o destino é mesmo incerto?
Já não há limitações, mas ainda há muita coisa presa em nossos corações, mas se ainda faz sentido, então deixa, deixa como está, pois se é assim, até o mesmo vai mudar, mas só quero te ver por aqui, e se o destino é incerto, eu quero que você tenha um destino e que me encontre para contar.
E eu queria meus sonhos poder gravar, pra um dia poder mostrar esse anjo com quem sonhei, as escadas das quais eu falei, as invenções que criei, e todas as vezes que me desinventei só para ter histórias para te contar

domingo, 8 de janeiro de 2012

Redefinir a realidade

Tudo se quebra, mas todos querem ser um salvador, ninguém quer passar despercebido, todos querem abrir a boca e vomitar o que tem pra ensinar, mesmo que não haja alguém que queira aprender. E todos que se dizem diferentes acabam estampando a imagem do outro na própria face, refletindo palavras que denotam um certo ar superficial.
Preocupado em forjar tudo para se ter uma moldura melhor, esquecem que nem sempre a tinta é o que revela a obra, esquecem que o sentimento é o que guarda o momento.
Tantas regras a seguir, doutrinas para compreender, a ponto de estarmos em um estado doente e vazio, que cada é tão cada um, que enterre o outro.
O que é salvar-se afinal? Posso entrar no céu se eu matei meu próprio eu?
O visual deveria não importar, e o sentimento que nem sempre é visível se enfraquece e entristece ao ver que é o amor é menos importante, amor que nem todos sentem, por não deixar que se aproxime e que seja real. Pregando a destruição e o fim do poder, apenas pra se dizer independente e se agrupar com mais cabeças, cabeças que nem sentem o mesmo amor que o seu. Gostaria de poder ver o sentir-se livre no olhar de cada um, sem me preocupar com o que virá depois.
Preocupações demais tornam tudo tão chato, compromissos demais parecem deixar tudo tão cheio, estou cansado de ter que seguir uma linha traçada no chão, não quero nada linear. Quem me dera poder voar de ponta a ponta, deitar na sombra e ouvir o som, poder levantar e seguir sem preencher questionários, sem ter que ser avaliado, sem doutrinas e sem regras.
Tombar os próprios muros erguidos é mais difícil que tombar o muro dos outros. Podemos conhecer o limite de tudo, menos o próprio limite, mas ainda assim nos achamos fracos e vazios, com medo daquilo que ainda não vivemos, ou com medo de não viver o que queremos.
A vida não tem que ser estabelecida como regras no papel, e o que é vazio pode vir a ser preenchido, mas nada é tão simples, pois até o vazio é abstrato.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Leis informais

O sentir só me incomoda muito, me deixa chato e vazio, mas dentro do peito carrego milhões de coisas e sentimentos, mas nunca encontro onde depositar.
Se eu me importo em não saber metade da minha história? Claro que me importo, assim como me importo quando quem eu amo sai e não me da "tchau". Pode parecer bobagem mas não é, assim como o amar sem conhecer, sentir sem saber o que é.
E quando fico quietinho no canto, escondidinho, não é porque eu esteja tentando ignorar ninguém, é porque as vezes eu quero um tempo pra mim também.
Sempre e a todo momento quero dizer o que eu sinto, talvez não seja bem um vazio, talvez curiosidade de saber o que se passou faltando alguém, mesmo nessa idade, e tenho que admitir que isso é bom sim, pois me mostrou os mais fortes, os que realmente compram a minha briga, sem essa de "não vai dar". Não tem como comparar, só quero ter todos perto pra amar, e se nem conheci alguns, desses mesmos não existem erros para perdoar.
Talvez pai antes da hora, talvez criança já passando da hora, talvez heróis que se descobrem, verdadeiros que não fogem, enfrentam a briga na arena de concreto e cal, asfalto e sol, suor e sal.
Talvez eu não saiba o quanto eu realmente tenho, nem quanto eu realmente sinto, mas é isso tudo que me faz sentir vivo, mesmo sem compromisso, eu amo, é isso.